Pinta o cabelo em casa?

Com frequência, por uma questão de poupança, existem consumidores que preferem correr o risco de
fazerem trabalhos técnicos em casa porque têm uma irmã, a prima ou a filha que se ajeitam e apenas por falta de oportunidade não seguiram esta magnifica profissão de técnica capilar a socorrer-se de um
especialista da área.


Para esse efeito, optam por tratar os seus cabelos com os melhores produtos, os produtos das marcas dos seus profissionais e inclusivamente os números de coloração que o seu especialista cabeleireiro utiliza, comprando pela internet ou diretamente em lojas especializadas.


Vou agora tentar explicar o porquê de os resultados serem diferentes quando realizados num profissional e em casa, mesmo utilizando exatamente os mesmos produtos, decifrando ao máximo a linguagem técnica e o jargão profissional.


Cada cabelo tem uma composição diferente tanto na concentração de cor natural (mais para azul ou mais para vermelho), como na porosidade (mais seco ou mais hidratado), na realização de trabalhos técnicos (sensibilização do cabelo) mas também se e com que produtos foi tratado anteriormente (coloração por oxidação ou não, Hena; ácido tioglicólico no caso das ondulações,…).


Por outro lado, se temos um cabelo já pintado, o que queremos fazer? Escurecer, aclarar, alterar a cor,…?
Na teoria são coisas simples mas se consultarmos a base da cor, vamos encontrar algo que qualquer
profissional tem que aprender (para além das cores primáris, complementares, quentes, frias, etc), a
Estrela de Oswald, que é simplesmente a base da colorometria e uma explicação cientifica prática de
como funcionam as cores.


Tem dúvidas?

Simples, faça esta experiência: com os guaches dos seus filhos, junte igual quantidade de
duas cores e misture. A seguir coloque as mesmas cores mas altere as proporções. O resultado é o
mesmo?

A esta simples experiência, junte todas as variáveis já comentadas anteriormente, porosidade, sensibilidade, a própria temperatura ambiente, se está na menopausa, se está a tomar determinados medicamentos, qual o oxidante a utilizar para evitar sensibilização, enfim uma quantidade de fatores que apenas um profissional (muitas vezes pela experiência) consegue aperceber-se, determinar as causas e
solucionar no imediato com medidas preventivas ou corretivas nem que seja pela alteração do tempo de pose ou alteração da volumagem.

Por outro lado, este é parte do trabalho do dia, qual o champô para retirar os resíduos, qual o champô normalmente utilizado, qual o champô e produto reconstrutivo a utilizar em seguida (creme, máscara, ampolas, tónicos,…) para garantir a qualidade do fio capilar?


Portanto, da próxima vez que estiver a comprar uma tinta: pense se será de facto aquele número de cor
pois o mais certo é obter um resultado diferente e sempre que consultar um profissional cabeleireiro,
confie na sua palavra pois este já estudou, praticou, apareceram-lhe situações seguramente muito mais
complicadas que a sua e foram ultrapassadas, frequentemente tem que investir o seu tempo e dinheiro
para aprender novas técnicas, conhecer novos produtos, estar formado para lhe prestar o melhor serviço.


Se souber o que deseja, o seu especialista e estilista capilar consegue colocar em prática a sua vontade.

Se ele lhe responder, “o seu cabelo necessita de um tratamento prévio para poder realizar esse trabalho”,
aquilo que lhe está a transmitir com muito carinho é: se eu realizar este trabalho como deseja, o seu
cabelo dentro de uma semana estará completamente destroçado e a culpa foi minha…
Concorda? Discorda? Deixe-nos as suas opiniões e dúvidas.


@CTZ sempre consigo

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